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Danilo Gentili Fala Como foi Gravar Com Villagrán Na Coletiva de “Como Se Tornar O Pior Aluno Da Escola”

Tudo o que você quer saber sobre esse lançamento (ou não)

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No dia 6 de outubro o Tarja Nerd participou da exibição do novo lançamento do cinema nacional: “Como se tornar o pior aluno da escola”. Filme roteirizado e atuado por Danilo Gentili e com a direção e co-roteiro de Fabrício Bittar. Ambos bateram um papo com a gente e outros veículos de imprensa depois do filme respondendo algumas questões. Além de falar sobre poder gravar com Carlos Villagrán, o Quico de Chaves, o comediante e apresentador do SBT também falou de sua primeira experiência cinematográfica como roteirista.

Cada veículo teve direito a uma pergunta e trouxemos boa parte delas aqui, salientando qual foi feita pelo Tarja especificamente. Omitirei algumas perguntas e respostas que foram feitas na coletiva que poderiam dar spoiler do filme ou estragar a experiência de alguma forma. Confira:

Gentili: O livro é baseado num livro que escrevi em 2009, que está sendo relançado essa semana como ele é no filme, mas em nenhum momento pensei em fazer um filme baseado nele, porque o livro não possui nenhuma história. Quem chegou com a ideia de fazer um filme foi o Fabrício.

Fabrício: Eu trabalhava na MTV e queria fazer um filme para adolescente como os que eu via nos anos 80. Na época se falava muito sobre combate ao bullyng e me veio a ideia de fazer um “Karate Kid da zoeira”, e foi aí que conheci o livro do Danilo. Começamos a escrever o roteiro juntos e assim começou a parceria.

Gentili: Exato. Foram uns quatro anos até esse momento, quase cinco… a gente criou umas seis histórias diferentes e essa que apresentamos teve uns seis finais diferentes. Acho que o que tem de interessante para falar é do Carlos Villagrán. A gente queria realmente ter um nome no cartaz que chamasse atenção. Um nome que as pessoas realmente queriam ver nos cinemas. Alguém que não está no cinema o tempo todo. Na real ele não está em filme nenhum. Na verdade ele não fez filme nenhum, só um na década de 70, chamado o Gandula. Lembram do episódio no Chaves onde eles vão ver o filme do Péle? Então, no original é esse o filme que eles vão ver O Gandula. Esse era o único filme que ele havia feito até hoje. Espero que vocês tenham gostado da participação dele, foi muito especial. Ele é o Jerry Lewis latino americano. Ele é um gênio. Como vocês podem ver eu não entendi por*a nenhuma do que ele falava (risos). Ele é um cara tão genial que ele ultrapassou a barreira da linguagem. Você não entende cem por cento do que ele está falando, mas mesmo assim ele passa tudo.

Fabrício: E olha que ele se esforçou muito. A gente teve uma professora de português logo no início da gravação, estudando duas horas por dia.

Gentili: Se você viu algum episódio da escolinha do professor Girafales você já viu que ele tem dificuldade para aprender (risos). Mas o que ele fez foi ultrapassar a barreira da linguagem. Mais do que isso, nós entendemos que é legal ele ser desse jeito, porque é como a professora do Charlie Brown. Esse é o personagem do Carlos Villagrán, o cara que acha que está se comunicando com os alunos, mas na verdade não está. O meu personagem favorito, desde que começamos a escrever o roteiro, é o do Moacir Franco. Um dos meninos eu achei no meu Instagram e nós estávamos preocupados, pois atores mirins podem ser muito robotizados. A gente fez uma seleção porque queríamos cabaços de verdade. A curiosidade é que o Pedro (Daniel Pimentel) tem dezoito anos e está fazendo papel de quatorze.

Fabrício: E o Bruno tinha doze. Fez treze agora se não me engano.

Gentili: Nós demos muito hormônio para o Daniel não crescer. (risos)

Fabrício: A agente ficou muito feliz com o elenco. Quando a gente fez esse filme pensamos em colocar tudo que gostávamos, pois não sabíamos se faríamos outro. O elenco foi meio isso. Poder ter o cara que assistimos no Chaves quando crianças trabalhando com a gente foi demais. A gente meio que foi escolhendo o elenco desse jeito. Quando a gente tava filmando, a gente olhava para o elenco e pensava “Como esses caras aceitaram isso?” (risos)

Gentili: Tem uma cena em que o Quico está discutindo o futuro do mundo com a Perpétua. (risos). Foi demais. Todos com muita energia. Moacir Franco com seus oitenta anos se divertindo muito.

Fabrício: mesmo com a questão da língua o Carlos Villagrán conseguiu improvisar coisas no texto e no personagem. O jeito como ele escorrega nas escadas por exemplo.

Gentili: Ele também deve ter improvisado muitas falas que não estão no roteiro porque eu não entendi o que ele falava. (risos)

Depois dessa fala foram aberta as perguntas dos jornalistas.

Como surgiu a oportunidade de filmar com o Carlos Villagrán?

Gentili: Eu estava entrevistando ele no Agora é Tarde, na Band ainda, e a gente já estava trabalhando no filme. Ai o Fabrício falou “Você tá falando com o cara mano, seria demais ter ele no filme”. Assim nos o convidamos para fazer e ele aceitou. Chegou 2014 e nós não filmamos, 2015 nós não filmamos. Quando chegou 2016 nós o chamamos de novo e ele aceitou. E foi assim.

Quando vocês estavam planejando o filme vocês tiveram algum cuidado com a classificação etária ou alguma cena cortada devido a isso?

Gentili: A todo momento que a gente estava criando o filme a nossa preocupação era de fazer algo que nós queríamos assistir. Até porque a gente cresceu numa geração onde não assistia filme para adolescente ou para adulto. Todo mundo cresceu vendo Porkys no Cinema em Casa ou Rambo. Eu via Bradock com meu pai e com meu avó e eu só tinha sete anos. Porkys eu via com a minha mãe e irmã. E todo mundo ria. Eu venho de uma geração onde o que tem é comédia. Nem o selo comédia ácida, ou comédia politicamente incorreta existia. Isso é uma invenção muito recente. A gente desprezou esses conceitos completamente. A gente fez um filme de comédia. Do corte original para esse que vocês viram tem uns três cortes, que eu lamento que não foram filmados. Mas isso ocorreu porque tivemos que adaptar baseado no nosso orçamento e o tempo que tínhamos.

O filme tem uma certa crítica ao politicamente correto. Podemos dizer que estamos vivendo numa era da problematização. Você acha que isso interfere no humor?

Gentili: Eu acho que limita sim. Tenho alguns colegas humoristas que acabaram dobrando a patrulha. Mas como eu disse, particularmente para criar esse filme nós ignoramos qualquer patrulha. Só fizemos um filme que nós acharíamos engraçado.

Quanto de álcool vocês beberam para fazer esse roteiro?

Gentili: Por incrível que pareça nem eu e o Fabrício bebemos. (risadas)

Fabrício: Vou falar uma coisa que pode parecer estranha, mas a gente finalizou o roteiro num SPA.

Gentili: Estávamos nas vésperas de filmar o filme e o roteiro não estava pronto. Tínhamos problemas de amarração e de estrutura ainda. Em determinado momento nós dividíamos onde cada um escrevia uma cena.

Como foi o diálogo com Fabio Porchat? Como você virou para ele e disse “Tô fazendo um filme, quer fazer um aliciador de crianças nele?” (pergunta do Tarja Nerd)

Risadas gerais

Gentili: Foi devagarinho. Primeiro falei “vamos fazer um filme” e ele aceitou. Depois mostrei o papel para ele. Mas para mostrar para o Porchat entender o que queríamos fazer, eu mostrei para ele uma cena do filme “Uma Família do Bagulho” onde tem um policial que faz propostas indecentes. No início ele ficou meio assim de fazer, achou muito pesado, mas depois de mostrar uma cena em outro filme que fazia algo parecido ele ficou mais tranquilo. Se naquele filme ficou engraçado por que nós não poderíamos fazer.

Fabrício: Ele ajudou muito na hora da cena. Improvisou e não tenho dúvidas de que ele contribuiu muito.

Vocês gravaram numa escola de verdade? Como foi gravar com atores de quinze anos e como vocês fizeram para barrar o assedio deles em cima do Carlos Villagrán?

Fabrício: Boa parte é cenário. Não dava para filmar numa escola durante as aulas. A parte exterior da escola nós filmamos aos sábados. O Carlos ajudou muito na verdade. Em um dia que choveu muito e nós precisamos gravar uma externa, estava muito complicado. As crianças estavam morrendo de frio. O Carlos saiu do camarim e começou a fazer um show de Quico para distrair as crianças.

Ambos também falaram de projetos que virão como uma possível continuação do “Como Se Tornar O Pior Aluno Da Escola” caso o longa vá bem de bilheteria e um outro filme de terror trash e cômico que se inspira em outras obras como Evil Dead, onde um grupo de sujeitos caçaria a Loira do Banheiro.

Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola chega aos cinemas em 12 de outubro. 

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Written by Raul Martins

Raul Martins

Viciado em mais coisas nerds do que deveria

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