The Big Sick (2017)│Crítica

Você vai rir, chorar, rir de novo e chorar mais um pouco (ou fui só eu?)

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A arte de contar uma história pode despertar uma série de sensações. Pode te fazer rir, chorar, conhecer novas culturas ou profissões, e até viver a vida de alguém (nem que seja por um curto período). O cinema tem essa possibilidade potencializada, pois, literalmente, faz-nos ver uma outra história ocorrendo bem à nossa frente. Por vezes, nós só assistimos de forma passível os fatos ocorrendo, mas, outras, pegamo-nos torcendo pelos protagonistas e desejando o mal para os vilões. E, em outras vezes ainda mais raras, vemos um filme que nos faz viver um pouquinho a vida daquelas pessoas. The Big Sick é esse tipo de filme.

Kumail é filho de uma segunda geração de paquistaneses que tenta seguir a carreira de standup, enquanto seus pais insistem em fazer com que ele se case com uma paquistanesa. Tudo em sua vida começa a ficar muito complicado quando se apaixona por uma garota americana e ele precisa decidir se vai manter a tradição ou se aventurar no desconhecido.

Para aqueles que já viram Master of None, uma série maravilhosa da Netflix, esse filme pode soar muito familiar. As duas produções falam sobre comediantes estrangeiros tentando fazer a vida nos Estados Unidos, convivendo com sua cultura que é mantida por sua família. As duas são obras absurdamente pessoais e escritas pelos protagonistas que as vivem. Quando você der o play neste filme prepare-se para ver uma história real escrita pelo casal dessa história de amor.

The Big Sick é um daqueles filmes aonde a comédia potencializa o drama e vice versa. Você provavelmente vai rir muito, principalmente se gosta do humor no estilo stand-up. Esse não é o único estilo, mas é o principal do longa que vai mergulhar nesse mundo. Para quem gosta é um prato cheio e para quem não conhece pode ser um ótimo jeito de ser introduzido ao estilo.

Mas não assista essa produção esperando uma comédia romântica alto astral. Ela tem seus momentos dramáticos e, sem muita dificuldade, pode arrancar uma lágrima de você. Temos momentos complexos de relacionamento e tais situações ocorrem com personagens absurdamente reais, afinal eles são baseados em pessoas reais. O filme aborda muito a diferença cultural e o embate entre gerações. Geralmente os filmes que esbarram nesse assunto sempre tratam os familiares presos a suas tradições como antagonistas. “Os pais que não querem deixar seu filho ser feliz”. Esse filme não faz isso e realmente consegue fazer muçulmanos paquistaneses como pessoas engraçadas, curiosas e totalmente humanas. Sem estereótipos ou qualquer coisa do tipo.

Kumail interpreta ele mesmo e justamente por isso é tão bom vê-lo nesse filme. Mesmo com todas as diferenças culturais é muito difícil não se conectar com o protagonista, pois ele é uma pessoa como todo mundo: cheia de duvidas, desejos, sonhos e que precisa lidar com um monte de problemas. Principalmente para quem chega aqui no Tarja Nerd porque ele realmente se entende como nerd, pois Kumali é um nerd que adora Arquivo-X, filmes de terror B e outros pequenos detalhes que só fazem com que nos conectemos ainda mais com ele. É realmente possível que você viva um pouquinho a vida desse casal e todas as dificuldades que eles passam. Se simpatizar com esse filme é uma forma de conhecer um pouco o mundo além de sua própria vida e viver as alegrias e dores de outra pessoa. Tenho que fazer uma citação aos atores que fazem os sogros de KumailHolly Hunter e Ray Romano, que fazem personagens complexos, divertidos e incrivelmente únicos. 

A direção de Michael Showalter é super interessante com um enfoque em planos detalhes. Quando estamos numa lanchonete, por exemplo, ele passeia com a câmera pelo local para que possamos nos situar. Às vezes isso é usado muito bem para que possamos conhecer determinado personagem passeando pelo seu quarto. São detalhes simples, mas que fazem muita diferença para olhos atentos aos detalhes. Ele tem uma carreira interessante escrevendo comédias para séries originais da Netflix.  Acredito que só tenha um aspecto negativo para falar sobre esse filme: a conclusão do terceiro ato se arrasta um pouco, formando uma pequena barriga de acontecimentos que se repetem e não avançam muito a história. Mas é por um momento muito curto. The Big Sick é um filme da Amazon e mostra uma qualidade absurda tanto na produção, direção, roteiro e atuação. Um acerto completo como comédia, como drama e como bom filme.


The Big Sick

Nota

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Written by Raul Martins

Raul Martins

Viciado em mais coisas nerds do que deveria

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