Diretores Que Viraram Escritores E Vice e Versa

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O mundo de contar histórias é extremamente rico. Às vezes uma mente criativa gosta de buscar novos desafios e novas mídias para contar novas histórias, temos alguns casos assim no mundo do cinema e da literatura. Uma extensa lista de filmes famosos nada mais são do que adaptações de livros. O problema é que diversos escritores ficam extremamente incomodados em como suas histórias são passadas para o cinema ou acabam tendo problemas financeiros com as produtoras. Um bom exemplo é Winston Groom que escreveu o livro que deu origem ao filme Forrets Gump, que luta até hoje pela sua parte nos lucros que a película gerou. Na contra mão temos diretores que desejam contar pequenas histórias ou acontecimentos que não se encaixam na mídia cinema e partem para o formato puramente escrito e, por vezes, sofrem em aprender a escrever num formato que não seja o de roteiro. Vamos agora para uma lista que mostram nomes que se aventuraram em outros formatos.

Stephen Chbosky

Temos um texto inteiro de sua obra aqui no site “As Vantagens de ser Invisível” onde eu comparo o livro com o filme. Originalmente essa história foi contada no formato de livro, mas o próprio autor decidiu levar a mesma história para o cinema onde ele teve a chance de roteirizar e dirigir o longa. Ele seguiu sua carreira de diretor e roteirista como no filme da Bela e a Fera, em live action, e outras adaptações de livros que não são dele. Na verdade ele migrou completamente para o mundo do cinema e nunca mais fez nenhum livro (até agora pelo menos). Chbosky ainda não tem uma carreira longa no mundo do cinema e se mantém escrevendo roteiros e tem projetos cinematográficos encaminhados.

Woody Allen

O famoso diretor e roteirista também fez suas aventuras no mundo da literatura. Na verdade eu acredito que ele se tornou muito mais famoso pelos seus roteiros do que pela sua direção. Allen sabe realmente contar histórias e em seus filmes demonstra ter um conhecimento amplo sobre literatura, teatro, filosofia e uma série de outros conhecimentos. Diferente de outros nomes, ele tem uma carreira extensa em publicações literárias. Dois títulos que valem ser comentados são “Cuca Fundida” e “Adultério”. O primeiro é um compilado de contos divertidíssimos, onde ele brinca com diversos conceitos acadêmicos e artísticos. A definição de humor inteligente, literalmente. O segundo é um compilado de três histórias que estão conectadas pelo mesmo tema: a infidelidade em casamentos.  Ambos já foram publicados no Brasil e podem ser facilmente achados em sebos por aí.

Frank Miller

O icônico roteirista e desenhista de quadrinhos também já teve suas aventuras no cinema. Como diretor ele possui três filmes na conta, sendo dois deles adaptações de obras do mesmo. Os dois filmes de Sin City possuem ele na direção, sendo que o primeiro ele dirigiu com Robert Rodriguez. A coisa começa a ficar tensa quando Frank tenta levar para o cinema uma das obras mais refinadas do mundo dos quadrinhos: The Spirit. Se fala muito de filmes do Quarteto Fantástico, Mulher Gato e Lanterna Verde como as piores adaptações de quadrinhos, mas muitos esquecem deste filme. Spirit de Frank Miller é uma abominação da natureza em diversos sentidos. Como roteirista ele também teve sua vez fazendo as histórias das continuações da franquia Robocop.

Stephen King

Talvez um dos autores mais adaptados dos últimos anos. Desde clássicos do cinema como “Iluminado” a coisas um tanto toscas como “Sonâmbulos”. De tanto ser adaptado para as telas, King tentou, ele mesmo, contar uma história nesse formato e escreveu algo inédito para esse projeto. Assim nasceu o curioso, e um tanto bizarro, Comboio do Terror onde um belo dia as máquinas começam a se rebelar contra os humanos. A diferença é que nesse caso isso inclui qualquer tipo de máquina que você pode imaginar. Acabamos acompanhando um grupo de humanos sobrevivendo ao ataque dessas máquinas, acabando se resumindo em caminhões enormes com a cara do Duende Verde (literalmente). Os atores são péssimos e King enfia músicas do AC/DC até o talo. A direção dele não chega a ser um lixo ou algo do tipo, mas não é nada boa. A história é original, mas do jeito que é contada parece que estamos vendo uma versão anabolizada de Christine (também temos um texto sobre essa obra, é só clicar aqui). Para quem é muito fã do autor vale a pena o ver tentando se aventurar em novos formatos (e falhando de um jeito engraçado).


Uma lista diminuta, mas com algumas curiosidades que por vezes são esquecidas. Espero que ela tenha servido de dicas para filmes e livros que você não conhecia. Que outro nome poderia estar aqui e eu não coloquei? Deixe nos comentários aqui em baixo.

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Written by Raul Martins

Raul Martins

Viciado em mais coisas nerds do que deveria

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